sem nada urgente que a tirasse de sua zona de conforto, e depois arrumou o quarto em um ato automático. Suas rotinas eram previsíveis, seguras, e em s
daria tudo. Nada, nem o menor sinal, poderia tê-l
era perceptível em seus passos, e seus pensamentos já começavam a divagar para as pequenas rot
Durante anos, essa rotina foi inquebrável, um hábito que os dois compartilhavam para se sentirem seguros. Mas naquel
o. As luzes suaves, as sombras longas do entardecer e o som abafado do vento passando pelas frestas das janelas. No entan
invadindo cada canto de sua consciência. Aproximou-se do qua
capaz de mover um único músculo. Lá estavam eles: Javier e Clara, sua melhor amiga, nus, en
desapareceram. Javier a olhou com os olhos arregalados, cheios de surpresa e, inexplicavelme
lável. Não havia espaço para explicações. O sofrimento físico e emocional,
cobrir, mas a culpa estampada em s
as mãos em sua direção. Ana recuou, como se a
mor - continuou, a voz trêmula e v
lidade e dor. As lágrimas começaram a cair em seu rosto, emb
ubstituir a dor, e seus olhos brilhavam com uma fúria contida. - Como você pode me explicar que disse que ti
nda assim, algo dentro dela a mantinha ali. Talvez, em algum lugar
orpes, a vergonha estampada em cada gesto. Ana sentia a traição em
, firme. Não iria ouvir mais mentiras. A verdade estava al
o quarto. Lentamente, virou-se e saiu. Não precis
mas continuavam a cair. Mas, desta vez, já n