SINOPSE Os cavalheiros não olham para as mulheres noivas como Ras Sorrentino olha para mim. Ras Sorrentino é o subchefe do clã mais poderoso da Camorra. Ele também é o caos e o perigo derramados em um elegante terno italiano. A primeira vez que o conheci, pensei que ele estava lá para me matar. Na segunda vez, eu queria matá-lo. A terceira foi em Ibiza, onde olhei para ele do outro lado da igreja enquanto minha irmã se casava com seu chefe. Não é sua língua afiada ou seus sorrisos zombeteiros que eu mais odeio. É o seu olhar. Como estreita quando eu recuo. Como endurece quando ele percebe os hematomas no meu rosto. Como ele olha para meu anel de noivado como se quisesse derretê-lo do meu dedo. Eu sei que é uma má ideia deixá-lo me pressionar. Afinal, o destino da minha família depende do meu próximo casamento e meu noivo só está interessado em mim por causa da minha reputação imaculada. Uma reputação que Ras parece não ter escrúpulos em pisotear toda. É uma coisa boa que ele e eu vivamos em lados opostos do mundo. Até que ele me diga, que ele voltará para Nova York comigo. E ele vai ficar.
SINOPSE
Os cavalheiros não olham para as mulheres noivas como Ras Sorrentino olha para mim.
Ras Sorrentino é o subchefe do clã mais poderoso da Camorra. Ele também é o caos e o perigo derramados em um elegante terno italiano.
A primeira vez que o conheci, pensei que ele estava lá para me matar. Na segunda vez, eu queria matá-lo.
A terceira foi em Ibiza, onde olhei para ele do outro lado da igreja enquanto minha irmã se casava com seu chefe.
Não é sua língua afiada ou seus sorrisos zombeteiros que eu mais odeio. É o seu olhar.
Como estreita quando eu recuo. Como endurece quando ele percebe os hematomas no meu rosto. Como ele olha para meu anel de noivado como se quisesse derretê-lo do meu dedo.
Eu sei que é uma má ideia deixá-lo me pressionar. Afinal, o destino da minha família depende do meu próximo casamento e meu noivo só está
interessado em mim por causa da minha reputação imaculada.
Uma reputação que Ras parece não ter escrúpulos em pisotear toda.
É uma coisa boa que ele e eu vivamos em lados opostos do mundo.
Até que ele me diga, que ele voltará para Nova York comigo.
E ele vai ficar.
AVISO DE CONTEÚDO
Esteja ciente de que este livro contém cenas gráficas destinadas a um público adulto.
Avisos de gatilho: violência, violência doméstica, cenas explícitas, menções de abuso emocional, menções de distúrbios alimentares, menções de gravidez.
CAPÍTULO UM
GEMMA
Bato as pontas dos dedos no apoio de braço da limusine enquanto deslizamos por uma curva da estrada costeira que leva à casa da minha irmã. Vislumbres do Mediterrâneo espreitam por entre a vegetação que margeia a estrada, quando as árvores recuam repentinamente, sou presenteada com uma vista aberta do mar abaixo. Uma vasta extensão de azul se estende até o horizonte, brilhando com o sol da tarde.
Minha respiração fica presa.
Cleo se inclina sobre mim para olhar mais de perto, praticamente pressionando o nariz contra a janela.
- Você só pode estar brincando comigo. - ela murmura, sua voz se transformando no sussurro bem praticado que usamos quando não queremos que nossos pais ouçam nossas conversas. Eles estão sentados bem à nossa frente, mas aperfeiçoamos a manutenção da privacidade de nossa comunicação ao longo dos anos. - Gem, esse lugar é real? Olha aquela água. Basta olhar para isso.
- Estou olhando.
- Nunca vi água com esse tom de azul. Quer dizer, em fotos, claro, mas presumi que fosse o filtro.
Um sorriso puxa meus lábios. Esta é a primeira vez que Cleo sai dos Estados Unidos e sua empolgação é palpável.
Ela bufa, fazendo condensação aparecer no vidro. - Eu poderia me afogar nisso. Na verdade, acho que prefiro fazer isso a voltar para Nova York daqui a uma semana.
E assim, o sorriso desaparece do meu rosto.
Minha irmã mais nova sempre foi dramática. Estou acostumada, mas vamos passar uma semana perto de pessoas que não estão, e já posso imaginar as repercussões de ela dizer a coisa errada para a pessoa errada.
Mas Cleo não se importa com isso.
"Consequências que se danem" pode muito bem ser o seu mantra de vida.
Ela realmente se superou em janeiro, no entanto. Ela foi pega na cama com um entregador de pizza do Brooklyn com cara de bebê que claramente não tinha ideia de quem era nossa família.
Esse erro provavelmente lhe custou à vida, embora Papà não o tenha confirmado nem negado.
Foi um verdadeiro escândalo. A filha de dezoito anos de um Don da cidade de Nova York caiu em desgraça. Sua virgindade tomada por literalmente ninguém. Papà espumava pela boca, sua raiva era tão palpável que até seus soldados saíram para uma longa pausa para fumar lá fora. Mamma levou Cleo embora depois que papai parou de gritar com ela. Fiquei no escritório de Papà, quando ele olhou para mim com seu olhar pesado, soube que meu destino estava selado.
A responsabilidade de salvar a nossa família agora era toda minha.
Sua última filha elegível.
Aliso as palmas das mãos sobre as calças de linho. - Quantas vezes preciso pedir para você não brincar com coisas assim?
Cleo balança a cabeça. - Quem disse que estou brincando? Mas aqui está um pensamento menos mórbido. Vamos fugir como Vale. Podemos viver na praia como duas vagabundas.
Olho para nossos pais para ter certeza de que ainda estão alheios. Só temos dois guardas conosco nesta viagem, mas no momento em que Papà ouvir qualquer conversa sobre fuga, ele trará mais uma dúzia. É um assunto delicado depois que nossa irmã mais velha, Vale, fez exatamente isso. O mar azul do outro lado da janela me chama. A ideia de ficar aqui não parece tão ruim, mas sei que não devo encorajar Cleo.
- Como vamos comer? - Eu pergunto.
Uma mecha encaracolada acobreada escorrega de trás da orelha de Cleo e cai em sua bochecha. - Mergulhar na lixeira. Você ouviu falar?
- Você nunca levou o lixo de casa para fora e agora quer vasculhar o lixo de outra pessoa?
Cleo pressiona as pontas dos dedos na taça, o olhar ainda fixo na água. - Você é uma desmancha-prazeres. Não aja como se você quisesse ir para casa mais do que eu. Você sabe, se nossos lugares fossem trocados e eu fosse à noiva de Rafaele Messero, eu estaria abrindo esta porta e saindo do carro agora mesmo.
À menção do meu noivo, minha garganta aperta.
Rafaele se tornou o mais novo Don de Nova York quando seu pai morreu de câncer no ano passado. Papà estava alegre. Ele vinha tentando me arranjar com Rafaele antes mesmo de o patriarca Messero adoecer, agora o casamento seria ainda mais vantajoso, já que eu me casaria com um Don.
Não achei que Rafaele estivesse interessado em mim com base nas poucas interações pessoais que tivemos, mas de alguma forma, Papà fez isso acontecer.
E ele deixou uma coisa muito clara para mim.
Esta é uma aliança que os Garzolos precisam desesperadamente.
- Você viu o que acontece quando entramos em guerra com outro clã. Podemos ter vencido os Ricci, mas pagamos um preço alto por essa vitória.
Três primos, dois tios e meia dúzia de soldados morreram.
Assisti a todos os funerais. Segurei mães e esposas chorando em meus braços. Dei presentes para crianças confusas, algumas delas tão pequenas que não conseguiam entender o que havia acontecido com seus papais e irmãos.
- Nossos inimigos sabem que estamos enfraquecidos. Você é nossa última esperança de recuperar o equilíbrio na cidade.
Eu aperto minhas mãos no meu colo. Minha família está com problemas. E de acordo com Papà, o futuro deles está em minhas mãos.
- Você mal conhece Rafaele. - digo a Cleo. Na verdade, nem eu.
Posso contar nos dedos de uma mão quantas vezes falei com meu noivo.
Cleo torce o nariz. - Obrigada, mas não, obrigada. Quebrar minha cabeça no asfalto seria melhor do que me casar com aquele filho da puta de cara impassível.
O pavor frio escorre pelas minhas costas. Cleo nunca é de esconder nada, mas às vezes eu gostaria que ela o fizesse.
Um segundo se passa antes que Cleo perceba o que disse e me lança um olhar de desculpas. - Desculpe.
- Está bem. - Isso é uma mentira.
Nada está bem há muito tempo. Mas esta semana deveria ser um adiamento antes que eu tenha que encarar a situação e planejar meu casamento com um homem que é um estranho para mim.
Um estranho que se tornou assassino aos treze anos.
Paro de cutucar minhas cutículas quando acidentalmente me faço sangrar.
Suficiente.
Prometi a mim mesma que não pensaria nisso enquanto estivéssemos em Ibiza. Afinal, estamos aqui para comemorar. Uma semana, dois casamentos.
O último casamento da semana é entre Vale e Damiano De Rossi, o novo Don dos Casalesi. Dois dias antes deles, Martina De Rossi, irmã de Damiano, e Giorgio "Napoletano" Girardi, conselheiro de Damiano, também vão se casar.
Não conheço bem os De Rossis, mas minha irmã diz que Damiano é o
par perfeito para ela.
Estou feliz por ela. Eu realmente estou.
Eles realmente querem se casar.
Deve ser legal fazer o que você quer.
Cleo abre a janela, deixando o ar quente e úmido invadir o interior da limusine, e inspira profundamente. - Você está sentindo esse cheiro? Esse é o cheiro da liberdade.
- Feche a janela. - Mamma diz, suas mãos finas deslizando sobre o cabelo para manter o frizz. Ela passou uma hora no avião se preparando para a nossa grande chegada na casa de Vale e Damiano, mesmo que ela nunca admitisse que está nervosa, uma espécie de ansiedade raivosa emana dela.
É a primeira vez que toda a nossa família estará junta desde que Vale fugiu de Nova York. Não culpo minha irmã por fazer o que fez... o ex-marido dela era um monstro que a fazia torturar pessoas. Ela fez o que precisava para sobreviver. Mas enquanto ela estava começando uma nova vida neste lado do mundo, tive que observar nossos amigos e familiares lutando como nunca haviam lutado antes.
Há uma desconexão entre nós agora. Uma que se torna aparente em nossos telefonemas. Sempre que menciono os nomes dos familiares falecidos, Vale se cala e muda de assunto.
Eu sei que ela está sofrendo e é assim que ela lida com isso. Mas na minha cabeça, os nomes se repetem.
Carlo. Enzo. Renato. Bruno. Tito.
Cleo solta um suspiro e aperta o botão para fechar a janela.
- Precisamos conversar antes de chegarmos. - diz Mamma, com as mãos ainda acariciando o cabelo. - Existem algumas regras.
- Quando não há? - Cleo murmura.
Papà vira os ombros para trás e lança um olhar sério para Cleo e para mim. - Damiano De Rossi está prestes a se casar com sua irmã, assim, se juntar à nossa família, mas dadas as circunstâncias deste acordo, isso não significa que vamos confiar imediatamente nele ou em seu povo.
As circunstâncias são que Vale escolheu o marido desta vez.
- Tecnicamente, eles já são casados. - Cleo interrompe.
Eu pressiono meus lábios. A fuga é um assunto delicado, já que Papà e Mamma não foram convidados. Eu fui a única que teve permissão de vir. Quando voltei para casa, não me fizeram nenhuma pergunta sobre isso. Nossos pais estão decididos a fingir que isso nunca aconteceu.
- Eles são casados quando eu digo que são casados. - grita Papà. - Mantenha sua inteligência para você. Não fale com os homens a menos que seja absolutamente necessário. Não saia da propriedade. Sob nenhuma circunstância você deve ter dúvidas sobre os negócios de nossa família.
- Como se soubéssemos muito sobre isso. - Cleo resmunga.
- Você sabe mais do que pensa. - responde Papà. - Sem tagarelice, Cleo. Suas travessuras são bastante cansativas enquanto estamos em Nova York, mas não serão toleradas aqui de forma alguma.
Minha irmã estreita os olhos, atirando punhais em nosso pai. Eles quase não se falam mais. Quando o fazem, geralmente termina em uma discussão explosiva.
Papà passa a mão enrugada pela gravata. - Mais importante ainda, lembre-se de que somos os Garzolos. Nosso nome significa algo mesmo quando estamos longe de Nova York. Não dê a ninguém uma desculpa para nos tratar com menos respeito do que o que nos é devido.
Respeito.
Passei a odiar essa palavra no último ano, porque vi até onde Papà vai para garantir que ainda a tenha. Dos seus capos, dos seus aliados, dos seus inimigos.
Ele teme que um dia entre em uma sala e as pessoas não inclinem a cabeça diante dele em deferência. Mas ele nunca tentou ganhar o respeito de nós, sua família. Para ele, nosso respeito é um dado adquirido. Ele considera isso um dado adquirido, presumindo que adoramos o solo em que ele pisa. Por muito tempo sim, mas não depois de como ele lidou com a situação com a Vale. Em vez de admitir que foi um erro entregar a Vale a um homem que deveria ter sido internado, culpou todos, menos a si mesmo. Sua principal preocupação era sua reputação.
- O que você acha que todos estão dizendo sobre mim? Estão dizendo que não consigo controlar minhas filhas. Se não consigo controlar três garotinhas estúpidas, como posso controlar o clã?
Então não posso evitar. À sua menção de respeito, reviro os olhos.
O olhar de Papà brilha de raiva. Ele está acostumado com esse tipo de insolência de Cleo, mas é inaceitável vindo de mim, a filha obediente. Ele não gosta disso. Ele não gosta nada disso.
Um pedido de desculpas sai da minha boca, mas já sei que é tarde demais. Minhas palmas ficam úmidas. Seus olhos brilhantes permanecem fixos em mim até a limusine virar na entrada que leva a uma vila espanhola familiar.
- Lá está Vale. - Cleo diz animadamente, puxando a maçaneta da porta antes mesmo de pararmos. Assim que o fazemos, ela salta e corre para nossa irmã. Mamma segue rapidamente, deixando Papà e eu no carro.
- Feche a porta. - ele rosna.
Minha camisa gruda nas minhas costas. Eu sei o que está por vir, mas isso não torna as coisas mais fáceis.
Papà levanta o braço e me dá um tapa no rosto.
Eu grito e meus dentes batem. A dor floresce em minha bochecha. Por um momento, o tempo passa mais devagar e tudo que consigo ouvir é um zumbido familiar em meus ouvidos.
- Não revire os olhos para mim. - ele sussurra, sua saliva pousando no meu rosto.
Levo as pontas dos dedos trêmulos até a pele dolorida e me forço a olhar para Papà.
Ele cruza os braços sobre o peito, a mandíbula em uma linha dura. - Você entende como deve se comportar aqui, não é?
Minha cabeça abaixa em um aceno lento.
- Rafaele tem opções. Não faça nada para fazê-lo considerá-las.
Outro aceno de cabeça.
- Não quero que mais ninguém da família morra. Ernesto era um dos
meus amigos mais próximos. E Tito... - Papà funga e olha para seu colo.
Ele sabe exatamente as coisas certas a dizer para me fazer sentir o peso das minhas decisões.
Se eu puder salvar mais Garzolos da morte, que tipo de merda eu seria se não fizesse isso?
- Nem eu. - eu sussurro. Minha garganta está seca.
- Bom. - Papà ajeita a gravata. - Vamos.
Ele sai do carro, mas eu permaneço sentada, a ansiedade me engolfando como uma chama.
Ninguém além de Mamma sabe que Papà me bate.
Ninguém pode saber.
Não sei por que me tornei o bode expiatório do Papà, mas tudo começou há muito tempo. No início, foi uma régua batida nas costas das minhas mãos quando eu o deixei chateado. Depois um cinto. Nos últimos anos, ele começou a me dar um tapa na cara. Nunca muito frequente ou muito duro, mas o suficiente para me levar à obediência.
Uma noite, ouvi Papà dizendo a um de seus capos que eu era igualzinha à mãe dele.
Papà odiava sua mãe.
Às vezes, seus olhos ficam estranhos pouco antes de ele me bater, acho que talvez ele a veja em vez de mim. Ele geralmente pede desculpas no dia seguinte. Aceito sempre as desculpas, mesmo que não signifiquem nada, pois sei que ele não vai parar.
É melhor que ele bata em mim em vez de na Cleo. Se ele alguma vez levantasse a mão para ela, ela reagiria. Quem sabe o quanto ele a machucaria então? Pelo menos aprendi como administrar Papà. É melhor calar a boca e concordar com tudo o que ele diz quando está bravo. É a maneira mais rápida de acalmá-lo.
Procuro dentro da minha bolsa meu telefone. Não tenho espelho, então tenho que verificar meu reflexo na câmera para ter certeza de que não há nenhuma marca óbvia em meu rosto antes que alguém me veja.
A imagem acende.
O alívio corre através de mim. Parece tudo bem.
Então a porta é aberta e jogo meu telefone de volta na bolsa assim que o rosto de Vale aparece. - Gem!
Eu colo um sorriso e saio do carro direto para seus braços. Ela ri, me agarrando pela cintura e dando beijos em minha bochecha.
- Não acredito que você está aqui. - ela exclama.
Seu cheiro familiar quase me desfaz. - Eu sei. Deus, como senti sua falta, Vale.
Eu a aperto ainda mais, uma parte de mim ainda preocupada com o que ela poderia encontrar se examinasse meu rosto muito de perto. Deslizando meu queixo em seu ombro, dou uma olhada para onde os homens estão.
Papà está cumprimentando Damiano. Eles estão com sorrisos de lábios fechados, tenho certeza de que aquele aperto de mão foi feito para esmagar alguns ossos.
O marido da minha irmã é o Don dos Casalesi, um clã poderoso da Camorra. Ele é alto e intimidador, mesmo quando está um pouco vestido com apenas uma camisa social e calças escuras.
Uma risada seca sai da boca de Papà. - Damiano De Rossi. Você é um cara bonito, hein? Posso ver agora por que minha filha é tão parcial com você. Você conhece as mulheres, elas são atraídas por coisas bonitas.
O sorriso de Damiano é uma linha nítida e torta. - Eu me pergunto o que atraiu sua esposa até você, Garzolo.
Papà dá uma risada, mas é forçada. Em Nova York, era assim que os homens conversavam entre si... tudo piadas e farpas dissimuladas. É tudo diversão e jogos até que você pressione o botão errado e as armas sejam sacadas.
- Deixe-me olhar para você. - diz Vale, me afastando. - Seu cabelo
ficou mais comprido?
Dou um passo para trás e deixo meu cabelo na altura dos ombros cair sobre meu rosto, como se estivesse mostrando a ela meu corte de cabelo. - Um pouco. Minha bexiga está prestes a explodir. Posso correr para dentro?
- Oh, com certeza. Você sabe onde fica o banheiro.
Passando por ela, corro para dentro de casa e fecho a porta atrás de mim.
Está fresco lá dentro, o ar condicionado no máximo. É uma sensação agradável contra minha bochecha ardente e meu corpo superaquecido.
Corro pelos quartos arejados e cheios de luz em direção ao lavabo que me lembro da minha última visita.
Um suspiro de alívio sai dos meus pulmões assim que olho no espelho redondo pendurado sobre a pia. Há apenas uma leve marca rosa acima da minha bochecha direita. Já tenho meia dúzia de desculpas prontas caso alguém perguntar. Mas me machucar. Eu me machuco com muita facilidade, como um pêssego.
Pelo menos trouxe meu melhor corretivo de cobertura total. Eu o retiro e coloco um pouco na marca. Cleo disse que seria pesado demais para esse clima, mas eu empacotei mesmo assim. Na verdade, não me lembro da última vez que não o levei comigo, só para garantir.
A parte de trás dos meus olhos começa a formigar... e porra, porra, porra. Eu não posso chorar.
Não posso chorar porque meus olhos ficarão vermelhos e todos saberão.
Todos saberão que não estou bem.
Por que Papà teve que fazer isso agora? Por que ele não podia pelo menos esperar até chegarmos à casa de hóspedes?
Cleo e eu estamos dividindo um quarto aqui. Terei que usar minha máscara de dormir quando formos para a cama para que ela não veja o hematoma.
A frustração cresce dentro de mim. Eu deveria odiar Papà como Cleo e Vale odeiam, mas mesmo sendo a única em quem ele bate, ainda o amo.
Apesar de suas muitas falhas, ele é meu pai. O homem que me ensinou a ler e sempre me deixou sentar em seu colo quando eu chorava na igreja, apavorada com o sermão. Se ele fosse só violência e raiva, seria fácil desprezá-lo, mas ele não é. Às vezes, ele olha para mim e a suavidade aparece em seu olhar. - Você sempre foi tão inteligente, Gem. Minha garotinha. Você é a única filha com quem posso contar.
Quando ele diz coisas assim para mim, eu derreto. Eu não posso evitar. Sua aprovação parece um abraço caloroso. Isso me faz sentir segura, amada e desejada. Isso me faz sentir que tudo que está quebrado pode ser consertado.
Termino de aplicar a maquiagem e lavo as mãos na pia. Há uma bola na minha garganta que não vai aliviar.
Isso não serve.
Eu tenho que me controlar esta semana, não importa o que aconteça.
Então apoio às palmas das mãos na pia e começo a contar a respiração, forçando meus pensamentos a se afastarem de Papà.
Um Mississipi.
Dois Mississipi.
Três...
A porta do banheiro se abre.
Meu primeiro pensamento é que é Mamma, vindo ver por que estou demorando tanto.
Mas isso não.
É pior.
Meus olhos se estreitam no intruso e no volume muscular que ele conseguiu colocar em uma calça e uma camisa cinza de botões. Sua barba está recém-aparada, seu cabelo está puxado para trás e amarrado na nuca, e seu pequeno brinco de prata brilha na luz.
Um arrepio percorre minha espinha. Lembro-me de olhar para aquele brinco e pensar que estava prestes a morrer.
Eu me endireito e me lembro de que, apesar do sorriso no rosto, este é um homem perigoso.
Um homem mau.
E talvez eu seja a única aqui que sabe disso.
- Você já bateu, Ras?
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