igo no tijolo aparente, e na madeira gasta do c
me amadeirado dos móveis envelhecidos e, ao fund
am cheias de gente - alguns conversavam baixo, o
ar e expirar enquanto fitando as pessoas e ten
efletores, à espera da dançarina que transform
as de madeira rústica. A penumbra tornava o amb
tempo parecia desacelerar; a mús
luzes desenhavam sombras douradas sobre sua pele morena, realça
promessa não feita, desciam em ondas leves pe
ase provocador - o arrastar suave dos pés, o balançar natural do
nto as mãos traçavam gestos fluidos pelo ar,
a dança explodiu. Sua saia rodopiava como uma
va - uma força além da beleza ex
do corpo, uma sensualidade crua
no ar, Sophia parou, com o peito
rrepio rastejou por sua pele ao notar homens ao canto do salão.
letores, mas ela forçou um sorriso ao cruzar o olh
ndo um cliente comum cruzou seu olhar - era di
- altos, intensos, mas incapazes de capturar o que
stantes. A cada passo, a tensão da dança dissipava
forço. O frio da preocupação se in
uanto os ombros voltavam a pesar e a realidade,
sorriso fácil e jeito descontraíd
pirou. - Eu sei
carregava uma
a graça de quem sempre soube dançar, mesmo que
urados sob a luz quente do restaurante, sempre
amava atenção sem esforço, e gosto impecável par
- A moça o olhou com certa dece
to animado. - Não quero essa carinha de quem ac
gestos, mas, detrás de seu humor afiado, Álv
vras - talvez porque ambos soubessem o que er
oça acabou se rendendo por um
ão da área dos funcionários, onde cuidou de deixa
ado, fazendo-o assentir, e tomou o uniforme pa
rupla... o necessário para ela tentar diminuir
ou herdando uma grande dívida do falecido pai -
ue ela já temia, recostado na porta fechada enqu
A moça abai
já estreme
Saiu antes da dança acabar. - Seg
entalmente enquanto o olhar já lacrimejava. Tento
ppe... Ver se ele me consegue um
cha que eu
dam fazendo quando o restaurante fecha... acha
e falar assim..
seu... - Ela
e... Digo que é para garantir a continuidade da v
humilha! - Ela
ndo os olhos da moça e a abraçando. - Precisa se a
que eu vá. -
lançou um olhar travesso, como quem sugeria uma id
ou a sobranc
quê? Meu
coisa... e m
o indignação, mas seu riso nervos
é! - Ele
para segurar as mãos da amiga,
inho... - Álvaro falou. - Tenho certeza que ele v
hia: ele teria certa dificuldade e provavelmente n
almada, Sophia
da como garçonete. A guitarra ainda tocava,
sozinho à mesa do canto, de ter
como quem não precisa se impor para ser temido. O
o, mas deu o p