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Não me deixe, minha companheira

Não me deixe, minha companheira

5.0
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179 Capítulo
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Sinopse

Índice

"Ahh!" Ela, que odiava aquele homem, só conseguia gemer. As mãos do homem percorreram todo o corpo dela. Ela engasgou quando ele começou a abrir o zíper de seu vestido. Em segundos, ela ficou com as costas e a cintura nuas. "Não me toque... hummm!" O homem moveu os dedos sobre as costas nuas dela enquanto ela pressionava sua cabeça contra um travesseiro, os toques causando arrepios na sua espinha. "Eu vou fazer você esquecer dos toques, beijos e tudo mais dele. Toda vez que você tocar outro homem, tudo o que conseguirá pensar será em mim." ---- Ava Adler era uma ômega nerd. Os outros zombavam dela porque achavam que ela era feia e pouco atraente. Ela amava secretamente um bad boy, Ian Dawson, o futuro Alfa de uma matilha. Porém, Ian não se importava com regras ou leis e só gostava de flertar com garotas. Ava não sabia da arrogância de Ian até que seu destino se entrelaçou com o do jovem, que a negligenciou e a machucou profundamente. O que aconteceria quando Ava se tornasse uma beldade capaz de conquistar qualquer garoto? Ao vê-la, Ian se arrependeria de suas decisões? E se ela tivesse uma identidade secreta que ele ainda não tivesse descoberto? E se a situação mudasse e Ian implorasse para ela não deixá-lo?

Capítulo 1 Ei, nerd

Ponto de vista de Ava:

"Vão embora, Ava! Vá com sua mãe, senão vão matar vocês duas!", meu pai gritou para mim, seus olhos repletos de medo enquanto ele encarava o outro lado da floresta.

"N-não", murmurei entre soluços, olhando para ele deitado no chão.

"Minha garotinha, cuide sempre da sua mãe." Se esforçando, ele tentou se sentar, suas pernas todas cobertas de sangue.

"Angela, não perca mais tempo e fuja daqui com Ava", ele disse à minha mãe, que estava ajoelhada na frente dele aos prantos.

"Como posso deixá-lo aqui desse jeito, Hector?", ela gritou, angustiada.

Nesse momento, ouvimos sons de galhos e folhas sendo pisoteados.

Estávamos no meio de uma guerra com vários lobos lutando entre si.

"Vão embora. Eu não posso me transformar para proteger vocês duas por causa dos meus ferimentos. Angela, ao menos salve a nossa filha", meu pai repetiu para ela.

Ao ver que uma matilha de lobos se aproximava de nós, minha mãe se levantou, me pegou em seus braços e correu na direção oposta comigo.

Enquanto corria, ela sussurrou no meu ouvido com a voz embargada: "Não olhe para trás."

Com meus braços em volta do pescoço dela num abraço apertado, fui tomada por uma curiosidade súbita que me fez olhar para a cena atrás de nós.

Então, eu vi dois lobos pularem em cima do meu pai.

Arregalei os olhos. Meu choque foi tão grande que os fechei logo em seguida, e gritei: "Pai!"

Quando abri os olhos outra vez, percebi que estava no meu quarto.

"Estava sonhando de novo", murmurei, levando uma mão à testa. Me sentei e respirei fundo.

Meu corpo todo estava encharcado de suor, mas, sinceramente, isso nem tinha sido um pesadelo de verdade. Era apenas um vislumbre de momentos do meu passado, os quais jamais seria capaz de esquecer.

Meu pai morreu numa guerra quando eu tinha apenas cinco anos de idade.

Embora fosse um guerreiro na matilha, suas pernas foram dilaceradas antes que ele pudesse se transformar, deixando-o indefeso.

Sem ter outra escolha, minha mãe precisou fugir da nossa matilha comigo e procurar abrigo em outra.

O Alfa e a Luna da nova matilha foram gentis o suficiente para nos deixar ficar. Desde então, temos vivido na Matilha das Sombras Místicas.

"Ava, você vai se atrasar!"

Pude ouvir minha mãe gritar lá debaixo.

"Sim, mãe! Já estou indo", respondi alto o bastante para ela me escutar.

Corri para o banheiro, tomei um banho e me arrumei para a universidade.

Como estava no meu ano de caloura, não queria acabar indo parar na lista negra do professor por chegar atrasada.

Pronta, dei uma olhada rápida em mim mesma no espelho.

Eu usava um vestido branco, bem soltinho, com o cabelo preso em um rabo de cavalo baixo. Meus óculos grandes escorregaram até a ponta do nariz, então os ajeitei de volta ao lugar.

A verdade era que não havia nada de errado com a minha visão, mas eu gostava de usar óculos grandes para esconder meu rosto e minhas emoções atrás deles. Embora as lentes fossem transparentes, eles me ajudavam a disfarçar meus sentimentos.

Além disso, como não queria chamar atenção, eu nunca me maquiava e também preferia usar vestidos simples, longos e soltinhos.

Graças à minha aparência e as notas altas que eu tirava, as pessoas costumavam a me chamar de "nerd", e talvez eu fosse realmente uma.

Mesmo que esse rótulo tivesse me feito sofrer bullying durante o ensino fundamental, hoje, eu o encarava como um elogio.

Depois de descer as escadas, abracei minha mãe e me sentei para tomar café da manhã com ela.

Ela era a pessoa mais importante da minha vida, e meu maior sonho era estudar muito e me estabelecer para dar a ela uma vida feliz.

"Ava?"

Virei-me para minha mãe. "O que foi, mãe?"

"Semana que vem, você faz dezoito anos, e logo encontrará seu companheiro. Antes disso, não quero que você se envolva com mais ninguém. Você sabe como viemos parar nessa matilha. Você é uma Ômega, e não temos um homem em nossa família para protegê-la, querida."

Não pude deixar de olhar para o rosto preocupado da minha mãe, que temia pela minha segurança em meio a uma matilha cheia de Alfas.

"Não se preocupe, mãe. Eu prometo que não vou me envolver com ninguém, nem me meter em problemas. Pode acreditar em mim. Sempre evito chamar atenção."

"Minha filha, não vejo a hora de você finalmente encontrar o seu companheiro. Quando ele aceitá-la, poderei morrer em paz."

Depressa, eu me levantei da cadeira e corri para abraçá-la. "Mãe, por favor, não fale assim."

Ela não só nunca se casou de novo, como também dedicou sua vida inteira a mim, portanto eu não suportava vê-la sofrer.

Depois de tranquilizá-la, eu saí de casa, fui até o ponto de ônibus e peguei um.

Levei cerca de vinte minutos para chegar à universidade e me deparar com o letreiro em negrito e itálico na entrada: Universidade das Sombras Místicas.

Caminhando em direção ao prédio do meu departamento, eu passava pelos alunos enquanto meus olhos vagavam em volta.

Esta era a melhor universidade da matilha, a qual apenas os filhos dos ricos podiam se matricular.

No entanto, eu tive a sorte de ser admitida após receber uma bolsa de estudos.

Era impossível não notar as outras garotas me olhando com nojo.

Uma delas passou por mim, e fez questão de esbarrar no meu ombro.

"Nerd maldita."

Ao ouvi-la, abaixei a cabeça e fui direto para a minha sala.

Lá, minha amiga, Abigail, acenou para mim. Fui até ela e me sentei ao seu lado.

Dos únicos três amigos que eu tinha, Abigail era a mais próxima e, como nossos horários eram os mesmos, podíamos passar mais tempo juntas.

Assim que o professor entrou na sala, a aula começou. Por mais que eu tentasse me concentrar na matéria, duas garotas fofoqueiras atrás de nós me distraíram com seus sussurros.

"Você viu o Ian hoje?", uma garota perguntou.

"Não, o que eu perdi? Não me diga que ele tirou a camisa, exibindo aquele tanquinho gostoso, e eu não vi!"

"Nossa, vou ter um treco só de pensar nisso, mas não. Ouvi alguns amigos dele falando sobre a festa de Luke."

"Meu Deus! Não posso perder isso por nada."

Eu encarava o projetor, mas meus pensamentos estavam voltados para a fofoca delas. Afinal, elas falavam do garoto mais gato da universidade, que era ninguém menos do que Ian Dawson, filho único do principal Alfa dessa matilha.

Entretanto, diferente do pai, que era muito rigoroso com regras e regulamentos, Ian era um encrenqueiro.

Em outras palavras, ele era o cara mau que todo garoto temia, e o mulherengo que toda garota desejava.

"Ian Dawson não namora ninguém. Ele só acredita em aventuras de uma noite", minha melhor amiga, Abigail, sussurrou no meu ouvido.

Me virei para encará-la, e ela acrescentou com um sorriso malicioso, dizendo: "Sua garotinha ingênua, não dê ouvidos a essas fofocas."

"Eu estava apenas..."

"Querida, eu te conheço muito bem, mas me deixe te contar uma coisa. Ele está à espera da companheira. É por isso que ele não namora", ela murmurou. "Palavras dele."

Desviando minha atenção dela, tentei me concentrar na aula em vez de responder a ela, mas não conseguia mentir para o meu coração.

Eu não sabia o motivo, mas sempre que via aquele garoto, sentia meu coração bater mais forte.

Depois da aula, Abigail e eu caminhamos devagar até os nossos armários, e nesse meio-tempo, recebi uma mensagem de outro amigo meu, o Luke.

Eu não tinha outros amigos do sexo masculino além dele, e isso era porque ele era o único que nunca tinha me maltratado.

"Quem te mandou mensagem?", Abigail perguntou.

"O Luke. Ele está nos chamando para a quadra de basquete."

"Vai na frente, eu chego em dez minutos. Preciso fazer uma coisa antes."

"Está bem."

Ao deixar o prédio, fui direto para a quadra de basquete, que ficava um pouco longe.

Quando cheguei, percebi que havia muitos meninos saindo da quadra porque tinham acabado de terminar o treino.

"Ei, nerd", um garoto me provocou, rindo.

Então, abaixei a cabeça para tentar evitá-lo, mas acabei ouvindo alguns assobios também.

Tive a sensação de que não tinha sido uma boa ideia vir para cá sozinha, até porque mesmo que houvesse muitas garotas na quadra, elas só serviam para pegar no meu pé.

Sem tirar meus olhos do chão, comecei a andar depressa até que bati com a cabeça num peitoral bem firme.

Meu olhar, então, subiu pelas coxas fortes e o short preto do garoto, desviando em seguida para sua regata e braços tatuados. Seu corpo era impecável.

Devagar, ergui minha cabeça e meu olhar petrificou em seu rosto.

Com seus cabelos escuros e molhados, ele tinha um par de olhos misteriosos, o queixo perfeitamente esculpido e um piercing em uma de suas sobrancelhas grossas.

Algo nele gritava perigo, e eu sabia que devia fugir dali, principalmente porque todo mundo dizia que ele era um risco para a vida de qualquer um.

Todavia, meu coração, que batia mais rápido do que um corredor no meio de uma maratona, queria outra coisa.

Ao encará-lo, não tive dúvidas de que ele era o homem mais bonito que já vi.

Eu só recuperei mesmo os sentidos quando o vi franzir a testa com um semblante feroz, o que me fez dar um passo para trás com medo.

Não pude deixar de gaguejar: "Eu... eu sinto muito, Ian."

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